A prisão das borboletas
...Foram a s flores que caíram da laranja durante a madrugada
Que perfumaram a casa e partiram minha alma em trilhões de pedaços...
Estou tentando juntar cada uma das partículas que foram espelhadas pelo vento
Pelas ruas dos sertões... umas ficaram presas nas cercas que pulei
Outras sangrando, morreram e jaz nos arames farpados que separam eu e você
Por isso passo madrugadas acordado, relendo meus diários
Revendo meus códigos secretos, hoje inúteis medos, mas significantes palavras
Quem sabe através deles, posso descobrir o segredo da prisão das borboletas
E libertá-las para sempre, para que possam ser livres...
Para que possam voar por este vasto e lindo céu azul
E que possam me deixar em paz...
Escrito por Éllio Mendes às 22h35
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