E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.
Se fosse só sentir saudade...mas há um exercito de mágoas a ser vencido...e minhas armas não são suficientes, ainda quem eu tenha forças, seria preciso fechar os olhos e abri-los em outra dimensão, mesmo assim ficariam sombras presas em cercas farpadas de aço, como destruí-las? Será que o amor é mais forte de que todos os motivos que o leva a forca?
Tudo começou assim...31 de janeiro de 2009...e tenho convite com acompanhante para dia 30, será a parte II? que medo!!! Mas agora, acho que vou sozinho, para não correr o risco, afinal o ano que passou não foi fácil no quesito amor.
Rafael Duaity percebeu com 9 anos de idade qual era sua grande paixão. Vindo de uma família de músicos , tomou gosto pela música influenciado por seus familiares. Começou com 15 anos a compor suas primeiras letras, falando de amor , cotidiano, vida... já acumulando um acervo de mais de 100 letras e musicas, amadurecendo musicalmente nesses anos de composição. Somente no final de 2006 tomou coragem de tirar suas músicas do caderno e ir a luta. Cantando em eventos como a festa de lançamento do livro de poesia ¨Mergulho em versos¨ , no clube do palmeiras (SP) e se apresentando em pequenos bares do ABC e de São Paulo, recebendo elogios do público, pessoas do meio artístico e músicos experientes. Na gravação do seu primeiro CD demo assina 5 das 10 canções , sendo uma somente de sua autoria e 4 outras suas com parceiros de composição. E ainda um cover da música ¨Deu na loka¨ do cantor e compositor Kiko Zambianchi e ainda uma música inédita (Tempo) da cantora Patrícia Coelho. Alguns cantores e bandas gravaram musicas de sua autoria como o cantor Nader Assaf, começando assim sua carreira como compositor também. • Suas influências vão do rock a MPB; cantores como: Pedro Mariano , Djavan , Jota Quest , Patrícia Coelho , Rita Lee , Nando Reis,Liah, Jay Vaquer... são inspirações em sua carreira. Apostando no Pop Rock com influências de MPB, Rafael Duaity espera emocionar as pessoas através de suas canções.