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Escrito por Éllio Mendes às 10h33
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Despedida

 

E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil. 

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus. 

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.


Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.

Rubem Braga



Escrito por Éllio Mendes às 13h52
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Se fosse só sentir saudade...mas há um exercito de mágoas a ser vencido...e minhas armas não são suficientes, ainda quem eu tenha forças, seria preciso fechar os olhos e abri-los em outra dimensão, mesmo assim ficariam sombras presas em cercas farpadas de aço, como destruí-las? Será que o amor é mais forte de que todos os motivos que o leva a forca?

 

 

 

 



Escrito por Éllio Mendes às 11h28
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Tudo começou assim...31 de janeiro de 2009...e tenho convite com acompanhante para dia 30, será a parte II? que medo!!! Mas agora, acho que vou sozinho, para não correr o risco, afinal o ano que passou não foi fácil no quesito amor.



Escrito por Éllio Mendes às 08h30
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SOLIDÃO

 

Solidão é quando acreditamos em uma pessoa e ela vai embora, afogando-se em um mar mentiras.

Eu queria sinceridade, você preferiu seguir com suas histórias para criança dormir,

Eu finjo que acredito, só para não perder o grande amor da minha vida.

De repente a tempestade chega, com ela vestígios de uma outra aventura.

Acho que não vou conseguir dormir, seus contos de fada estão me assustando.

Agora tem um  fantasma sentado na minha janela, e vomita tequila.

Seus retratos viraram imagens de monstros, com longos caninos.

O amor e o ódio, tem a mesma face, eu sei me cuidar, e sei esquecer

Tanto faz se te amei, ou se ainda amarei, agora só tenho mágoas.

É fácil forçar as pessoas dizerem que te ama, difícil é alguém amar de verdade.

Meu peito está perfurado por um machado, mas meu coração não sangra.

Porque tenho antídoto de serpente para curar dores do mal

Quantos serão preciso para te fazer perceber, que é inútil procurar felicidade no outro.

Agora estou tranqüilo, tem um anjo cuidando de mim, e pode me faz sorrir.

Sinta a solidão chegar, eles só querem o teu sexo e quando chegar de manhã,

Suas mãos serão diáfanas e você será apenas um demônio triste e traidor

Chorando pelos cantos, em busca de um ombro amigo, mas todos te esqueceram

A solidão aplaude vendo você no palco do seu verdadeiro inferno.

Sinto muito, mas o amor também é sádico.



Escrito por Éllio Mendes às 21h02
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Concreto

 

Um poema triste é como uma estrela- cadente que morre quando bate de encontro a serra

Um coração dilacera quando encontra um outro coração que resiste e insiste em ser de pedra

Duas almas perdidas no labirinto do desengano, do desespero mórbido para não cair num abismo de esquecimento

O que seria uma palavra diante do sentimento? O que seria um sentimento se fosse só silêncio?

Em que língua eu te amo? se você não me entende e eu não te compreendo.

É pra ser rocha, vamos ser! Mas prefiro ser rio.

 



Escrito por Éllio Mendes às 09h00
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...E do meio de caos, surgiu vc!

 



Escrito por Éllio Mendes às 13h32
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Marcos Assumpção 

Dia 09/12- São Paulo/SP
Dia 12/12- Brasília/DF - 17:00 hs
Dia 12/12- Brasília/DF - 22:00 hs
Dia 15/12- Resende/RJ


PROGRAMAS DE TV


Dia 08/12- TV Gazeta- Programa TODO SEU com Ronnie Von



Escrito por Éllio Mendes às 00h19
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Escrito por Éllio Mendes às 19h58
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UM SOL TRISTE

 

Um sol de gelo brilha intensamente no céu

A chuva chega com cheiro de flores silvestres

Uma legião de anjos tristes e suas canções melancólicas

Rostos cobertos com véus de restos de nuvens

Sinto tua mão esquerda tocando meus lábios

A mão direita arrancando o sabre do meu coração

Preciso fugir daqui

Preciso me esquecer e esquecer de ti

Eu não consigo parar o tempo

Não há força bruta que pode mudar o tempo

Através de uma plêiade de poetas te conheci

A poesia sabe mesmo me ferir

Mesmo quando chega pra me fazer feliz

Minhas palavras são bucólicas

Longe do teu entender urbano

Meu amor é caatingueiro, bruto, igênuo...

Meu vocabulário é quase analfabeto

Qual idioma define a palavra amor?

Atire a primeira pedra quem achar que está certo

Quem acha que pode explicar o que sinto, o que penso?

O melhor antídoto para minha dor ganha minha alma.

Hoje, tenho pinga, limão, açúcar e gelos caindo do sol.

 

 

 



Escrito por Éllio Mendes às 22h53
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FIM

 

O que é o fim?

Seria um novo começo?

Por que o fim tem cheiro de morte?

Como saber se a morte é o fim?

O que é morte?

Seria a sensação de tristeza?

Mas o que é tristeza?

Seriam essas lágrimas que caem?

 

O rio que passa agora em mim

Por caminhos de pedras ele vai carmim

 

Agora que acabou, chora não devo não

Não devo chorar, meu choro cessou na hora

Era mais fácil sorrir por senti-se livre de nada

De nada adiantaria, minha alma te adora

 

Um buraco-negro devora meu cerne

Tenho medo, sou fraco, mas tenho raiz de marfim

Resistir é ser feliz, viver é um breve fim



Escrito por Éllio Mendes às 22h25
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AS FLORES SÃO TODAS IGUAIS

 

É preciso desenhar o amor a  giz, o tempo apaga

Ser forte não é questão de suportar pesos

Um homem forte se traduz em uma lágrima

Só chora quem não tem medo.

 

Queria poder olhar pra você

E ter certeza de que não estou me enganando

Mas ter certeza é para quem não sabe viver

O tempo está passando...

 

Veja! Tem uma nova espécie de flor no meu jardim

Ao me aproximar, percebo que é igual as outras, só vaidade

Por ser jovem tem mais pétalas, mas será que vai até o fim?

Ainda não passou pelos ventos e chuvas da tempestade

 

É preciso desenhar o amor a  giz, o tempo apaga

Ser forte não é questão de suportar pesos

Um homem forte se traduz em uma lágrima

Só chora quem não tem medo.

 

 

 

 

 



Escrito por Éllio Mendes às 09h39
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O amor  em tempos de gripe suina.

"Quem um dia irá dizer que não existe razão nas coisas feitas pelo coração e quem irá dizer que não existe razão..." Renato Russo.



Escrito por Éllio Mendes às 09h12
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Video da performance de Artes Plásticas, que apresentamos no Manifesto Cultural de Paranapiacaba.



Escrito por Éllio Mendes às 09h07
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Rafael Duaity percebeu com 9 anos de idade qual era sua grande paixão. Vindo de uma família de músicos , tomou gosto pela música influenciado por seus familiares. Começou com 15 anos a compor suas primeiras letras, falando de amor , cotidiano, vida... já acumulando um acervo de mais de 100 letras e musicas, amadurecendo musicalmente nesses anos de composição. Somente no final de 2006 tomou coragem de tirar suas músicas do caderno e ir a luta. Cantando em eventos como a festa de lançamento do livro de poesia ¨Mergulho em versos¨ , no clube do palmeiras (SP) e se apresentando em pequenos bares do ABC e de São Paulo, recebendo elogios do público, pessoas do meio artístico e músicos experientes. Na gravação do seu primeiro CD demo assina 5 das 10 canções , sendo uma somente de sua autoria e 4 outras suas com parceiros de composição. E ainda um cover da música ¨Deu na loka¨ do cantor e compositor Kiko Zambianchi e ainda uma música inédita (Tempo) da cantora Patrícia Coelho. Alguns cantores e bandas gravaram musicas de sua autoria como o cantor Nader Assaf, começando assim sua carreira como compositor também. • Suas influências vão do rock a MPB; cantores como: Pedro Mariano , Djavan , Jota Quest , Patrícia Coelho , Rita Lee , Nando Reis,Liah, Jay Vaquer... são inspirações em sua carreira. Apostando no Pop Rock com influências de MPB, Rafael Duaity espera emocionar as pessoas através de suas canções.

 

 

http://www.myspace.com/rafaelduaity

 

 contato: assessoriarafaelduaity@yahoo.com.br

 



Escrito por Éllio Mendes às 18h46
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